A MP da Eletrobras eu não pauto, crava Rodrigo Maia

Medida Provisória, segundo ele, é um instrumento autoritário e não dialoga com a sociedade

por Giselly Santos qua, 03/01/2018 - 13:02
Paulo Uchôa/LeiaJáImagens Paulo Uchôa/LeiaJáImagens

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) discorda da atitude do governo de utilizar uma Medida Provisória (MP) para iniciar os estudos de privatização da Eletrobras e a venda dos ativos da estatal. De passagem pelo Recife, nesta quarta-feira (3), o democrata reforçou a postura e defendeu que o início da desestatização aconteça por meio de Projeto de Lei. 

“A Medida Provisória é um instrumento autoritário. O governo define sozinho durante quatro meses a vontade da sociedade. Por MP você autorizar o início dos estudos de privatização é desrespeitar o povo brasileiro. Mande um projeto de lei, vamos discutir mais rapidamente e vamos aprovar”, salientou, ponderando que não colocará a MP em votação.

Mesmo com o embate contra a postura da gestão do presidente Michel Temer, a quem Maia tem enfrentado constantemente, o deputado também disse ser “100% a favor da venda”. “Acredito que a gestão privada é melhor do que a pública, mas isso não me faz desrespeitar o sistema democrático brasileiro. Acho que privatizada será mais eficiente para o Brasil do que ela pública. Por Medida Provisória não é correto. A MP da Eletrobras eu não pauto. O governo encaminhe como projeto de lei, vai ter meu apoio”, destacou.

Rodrigo Maia esteve na capital pernambucana para participar do velório do ex-ministro Armando Monteiro Filho, com quem, segundo ele, conviveu por intermédio do pai, o vereador do Rio de Janeiro César Maia (DEM).

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