Após delações, Lula garante que estará na disputa em 2018

"Pode me bater. Quem nasceu em Garanhuns, como eu nasci, e não morreu de fome não tem medo de nenhuma adversidade", cravou o ex-presidente ao listar críticas ao empresário Marcelo Odebrecht e ao juiz Sérgio Moro

por Giselly Santos qui, 13/04/2017 - 11:15
Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo Segundo ele, o principal alvo das acusações é a sua candidatura em 2018 Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (13), que não sabe o que acontecerá com ele daqui para frente, após as acusações expostas nas delações dos ex-executivos da Odebrecht, mas garantiu presença na disputa pela presidência da República em 2018. Sob a ótica do líder-mor petista, não existe solução para o país fora da política e, segundo ele, seu retorno ao comando do Palácio do Planalto faria o “país voltar a ser feliz”.  

"Podem ficar certos que eu vou brigar pra voltar, pra fazer muito mais, porque já fiz este País ser quase a quinta economia do mundo… Não existe solução fora da política. Temos brigado para que a contribuição eleitoral gere um fundo público. Estamos sendo governado lá de Curitiba, não tem sentido isso. Não tá correto paralisar o país por conta de uma investigação”, argumentou, em entrevista à Rádio Metrópole de Salvador, divulgada nas redes sociais. 

Sobre as delações da Odebrecht, que tiveram os sigilos quebrados nessa quarta-feira (12), Lula disse que nos últimos dois anos, todos os dias surgem “leviandades” sobre ele. “Eu desafio qualquer empresário a dizer que Lula pediu R$ 10. Não posso perder a cabeça com uma coisa dessas, estou tranquilo, vou me preparar para o meu depoimento no dia 3", declarou.

Especificamente sobre os detalhes revelados por Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo, Lula salientou que a delação pode ter sido efetuada a partir de um “conluio”. "Eu até compreendo que o Marcelo Odebrecht, que está preso há dois anos, comendo o pão que o diabo amassou, talvez esteja tentando criar condições para sair da cadeia. Mas são tão inverossímeis as acusações, que não vou rir nem chorar, vou analisá-las todas e cada página do processo para poder me preparar para, no dia 3 de maio, responder às pessoalmente às acusações", cravou.

Segundo ele, o principal alvo das acusações é a sua candidatura em 2018. "Eu acho que o que está por detrás de tudo isso é tentar encontrar uma pulga para evitar que Lula seja candidato em 2018. É isso que está em jogo", frisou. Apesar disso, ele garantiu que não vai desanimar. "Pode me bater. Quem nasceu em Garanhuns, como eu nasci, e não morreu de fome não tem medo de nenhuma adversidade. Enfrentarei cada uma delas de cabeça erguida. E meu maior legado é a minha honra, isso ninguém me tira", emendou.

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