Eduardo Cavalcanti

Eduardo Cavalcanti

Cinematec

Perfil: Professor, Jornalista e Cineasta.

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Mudança de hábito

Eduardo Cavalcantiqui, 22/09/2011 - 12:41

Não, a coluna não vai falar do sucesso de 1992 Mudança de Hábito (Sister Act) estrelado por Whoopi Goldberg ou de sua continuação de 1993, nem de nenhuma nova continuação. Mas o título, e não necessariamente o conteúdo do filme, pareceu muito apropriado para abordar a mudança nos hábitos do consumidor brasileiro em relação às idas às locadoras. 

Até a década de 90, quando o filme faturou mais de 230 milhões de dólares só nos cinemas, íamos a locadora com certa frequência e líamos os famosos avisos de "rebobine sua fita". Tinha até uma taxa extra para quem esquecesse de voltar a VHS, além da multa por atraso, claro. Essa ida normalmente era em família, até mesmo porque se pegássemos mais filmes poderíamos ficar mais tempo com eles. 

A busca pelo filme incluía uma olhadinha em todos os lançamentos e na falta "daquele" filme que você queria ver, você acabava levando outro, desconhecido, e descobrindo algo novo. Na hora de devolver, você precisava passar pelas prateleiras repletas de filme e, mesmo sem querer locar algo novo, descobria que "aquele" filme já estava disponível e acaba fazendo uma outra locação. 

Com a chegada do DVD, e até mais recentemente na chegada do Blu-ray, a principal mudança foi o abandono daquele aviso. Mas a rotina continuava praticamente a mesma e as famílias ainda frequentavam as locadoras. A quantidade de títulos aumentou e também a quantidade de cópias, mas o desafio de pegar o "lançamento" no lançamento ainda continuava e sempre alguém ainda acabava ficando com um filme desconhecido. 

Hoje, porém, as locadoras já não são mais as mesmas. Durante a primeira década do século XXI, elas passaram a oferecer ciclista entregador, reserva por telefone, devolução por caixas do tipo "drop box", que dispensam a entrada na loja, entre outras coisas, sempre com o objetivo de dar comodidade. 

Ainda nos anos 2000, surgiu, e chegou também ao Brasil, um novo tipo de locadora, sem endereço físico e na qual você não mais precisa "torcer" para o seu filme estar disponível. Nelas, basta o usuário escolher através do site a lista de filmes que quer assistir e quantos filmes quer ter, simultaneamente, em casa. Daí é só receber o número X de filmes e ficar com eles, sem multa por atraso, até escolher novos filmes para receber. Notem que aqui o consumidor não se desloca e não fica sem filmes em casa, apenas aguarda o entregador fazer a troca dos títulos. 

Muita mudança? Então o que dizer da chegada das locadoras totalmente virtuais ao país, onde você escolhe o filme, faz o download (ou streaming) direto? O formato, já praticado por algumas empresas no país ganhou força com a chegada, no início do mês, da gigante Netflix, que oferece, a um custo fixo mensal, a possibilidade de se assistir a uma infinidade de filmes, sem precisar sair de casa, e sem ter que esperar o entregador e sem ao menos ter mídia física. Basta uma conexão de internet a partir de 512Kbps e não precisa nem do computador, pode ser uma internet TV, um iPad ou até mesmo um vídeo game, como o WII ou o PS2 ou PS3. 

Para finalizar, queria saber o que será dos filmes menores, que eram vistos quando os grandes sucessos já estavam locados? E o que vai acontecer com as locadoras tradicionais, já tão abaladas com a pirataria? Acho que vale a pena refletir! E que tal deixar um comentário? 


Teoria da conspiração?

Eduardo Cavalcantiqua, 14/09/2011 - 13:15
montagem: Eduardo Cavalcanti

Na última semana, durante uma aula de novas tecnologias no curso de graduação em jornalismo, um aluno trouxe ao debate um questionamento que gostaria de compartilhar com vocês e colher comentários. Eu falava da velocidade na qual as coisas surgem e se tornam obsoletas. Falava das transformações sociais geradas pelo surgimento de ferramentas tecnológicas quando veio a pergunta: “professor, poderíamos dizer que há um conchavo entre Hollywood, as empresas de tecnologia e o governo americano? Porque a maioria dos recursos tecnológicos que chegam ao mercado já apareceram em filmes um pouco antes”.

De imediato a minha resposta foi que não e que era apenas coincidência. Citei alguns exemplos de produtos que apareceram em filmes e, apesar de também serem maravilhosos, nunca viraram realidade, como o carro voador dos Jetsons ou o tele-transporte de seres humanos de Jornada nas Estrelas e aparentemente convenci a turma. 

A aula continuou e aquilo ficou na minha cabeça (e continua). Voltamos ao assunto e levantamos vários exemplos, como o fantástico painel multi touch do filme Minority Report, de 2002. Hoje não é só Tom Cruise que pode usá-lo, ele está na vida real e já faz algum tempo; ou os órgãos mecânicos para seres humanos, presentes desde Robocop, de 1987,  e que hoje estão presentes em muitos homens e mulheres comuns; ou ainda os robôs, como o R2D2 e C3PO, de Guerra nas estrelas - Uma Nova Esperança, de 1977, que hoje embarcam nas missões da Nasa e estão presentes em diversos projetos.

Poderíamos passar dias citando exemplos, mas para finalizar, um dos filmes que mais ‘retratou’ os produtos que utilizamos hoje foi De Volta para o Futuro 2, de 1989. No filme de Robert Zemeckis aparece, entre outras tantas coisas,  um vídeo game controlado apenas por gestos e movimentos do corpo, a possibilidade de se fazer uma vídeo conferência (e olhe que eles nem disseram que podia ser pelo celular), televisões ultrafinas, penduradas nas paredes, nas quais era possível acompanhar múltiplos conteúdos simultâneos e filmes em 3D, por exemplo, ou ainda os tablets e handhelds utilizados pelos figurantes do filme.

Tá, tá, com isso quero dizer que eles já sabiam o que iria acontecer no futuro? Não, claro que não! O que defendo é que a imaginação humana é fértil e que, quando não precisa fazer funcionar de verdade conseguimos sonhar ainda mais e projetar coisas fantásticas, que anos depois se tornarão realidade, quando a tecnologia chegar ao mesmo ponto. Tudo vai se tornar real? Não posso dizer. Vai demorar? Talvez. Um exemplo histórico foi o helicóptero, projetado por Leonardo Da Vinci no século XV e que só veio sair do papel depois da invenção do avião, já no século XX. Mas hoje o intervalo de tempo entre uma ideia futurista e sua concretização é cada vez menor e isso não é só por causa do cinema.

Temos a tendência de criar sonhos e objetos de desejo e a sétima arte tem um papel fundamental de amplificar seus efeitos e elevar os produtos ao status de ‘sonhos de consumo’. Quem não sonhava em ter o vídeo fone, o celular, uma BMW cheia de funções tecnológicas, um sapato voador, ou tantos outros Gadgets que povoam o cinema mundial?

Para reforçar a minha teoria, mostrei que esse modismo lançado pelo cinema não está ligado apenas a área tecnológica, afinal, quem nunca quis ter o óculos escuro de missão impossível ou uma maleta 007? E por falar no agente britânico, ele é outro dos campeões na geração de objetos de desejo, como óculos escuros, relógios,  carros, roupas, e, por que não, os mirabolantes gadgets que o agente “Q” sempre preparava para James Bond e que sempre, inevitavelmente, eram destruídos ao longo do filme .

Mas e você, leitor, o que acha disso? Tudo não passa de uma conspiração governamental para controle das massas, como em Teoria da Conspiração, de 1997, é uma evolução do pensar e do fazer dos seres humanos ou é tudo apenas uma grande coincidência? Aproveite e deixe o seu comentário.

 

 


Tintim por tintim

Eduardo Cavalcantiseg, 05/09/2011 - 09:02
Divulgacão

Praticamente toda geração, desde o surgimento dos meios de comunicação de massa, teve ao menos um personagem marcante. Seja personagem de carne e osso ou personagem fictício, são marcas na vida das pessoas que servem de inspiração, de motivação ou ao menos ajudam a fortalecer as lembranças de uma época.

Felizmente, muitos desses personagens tem voltado a vida, seja pelo relançamento de suas aventuras em DVD e Blu-ray, seja pela reedição de seus livros e revistas, mas principalmente pelo lançamento de novas aventuras cinematográficas (claro que sem descartar a importância da internet para a memória desses personagens). Foi assim recentemente com os Smurfs, já comentado inclusive nesse espaço, um pouco antes com Ang (o ultimo mestre do ar, que por aqui se chamava Avatar, a lenda de Ang), ou com Scoob-doo, por exemplo, e também com os super-heróis X-Men, Homem-Aranha, Batman, Superman e tantos outros que voltaram às telas nos últimos anos. Até personagens clássicos dos vídeo games, como Prince of Pérsia e Lara Croft foram resgatados do esquecimento com filmes recentes. 

Mas hoje o destaque fica por conta de Tintim. Você lembra dele? É um jovem jornalista Belga, muito inteligente e que adora aventuras (até as mais perigosas) principalmente quando há um mistério a desvendar. Sempre ao lado de seu cachorrinho Milu, corre o mundo ajudando pessoas e apurando notícias. Personagens marcantes como os atrapalhados detetives Dupond e Dupont, o capitão Haddock ou o professor Girassol ajudam o protagonista em sua jornada repleta de ação e aventuras.

Criação do autor belga Georges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, Tintim aparece pela primeira vez em Janeiro de 1929, num suplemento do jornal Le Vingtième Siècle, destinado ao público infantil. Desde então já foi o protagonista de 25 álbuns de quadrinhos, reeditados em 45 idiomas e que vendem, em média, 10 milhões de cópias por ano. Tintim tem hoje uma loja virtual e desde 1984, funciona Tintim shop, localizada no Convent Garden, em Londres. O personagem, que logo influenciou todo o modo de fazer quadrinhos na Europa, venceu barreiras e conquistou fãs em todo o mundo. Por aqui, além dos livros e revistas, o grande destaque foi a segunda série de episódios de "As aventuras de Tintim", que estreou em 1991 pela TV Cultura e teve três temporadas com um total de 39 episódios de 30 minutos.

Depois de muitas dúvidas, seja pelas diversas polêmicas que envolvem o personagem ou pela dificuldade na obtenção dos direitos, Tintim finalmente vai chegar aos cinemas. Numa mistura de computação gráfica e motion capture (técnica que captura os movimentos de atores reais), As Aventuras de Tintim - O Segredo do Licorne (The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn, EUA, 2011), chega em 23 de dezembro aos cinemas americanos com direção de Steven Spielberg (ganhador do Oscar por O resgate do Soldado Ryan e A lista de Schindler) e produção de Peter Jackson (que dirigiu O senhor dos Anéis e King Kong) e cópias em 2D e 3D.

Na história, Tintim compra um presente para seu amigo capitão Haddock, porém o presente, um galeão antigo, é roubado. Logo depois descobre-se que nele havia parte de um mapa, então Tintim e seus amigos partem para uma nova aventura em busca de todas as partes do mapa que podem levar a descoberta de um incrível tesouro. Mas eles não são os únicos nessa jornada. Por aqui, o filme tem previsão de lançamento para 20 de Janeiro.

Confira a galeria de fotos do filme!

Se tudo der certo, Spielberg e Jackson pretendem lançar nos próximos anos mais dois filmes do menino aventureiro. Se você é fã do personagem e não vê a hora de ir aos cinemas, confira o trailer dublado da aventura para ir matando a curiosidade. Se não o conhecia, aproveite o trailer para começar a conhecer o personagem que promete chegar com força total na virada do ano! E depois de conferir o vídeo, deixe seu comentário!

 



Setembro vem aí

Eduardo Cavalcantisab, 27/08/2011 - 13:16
Eduardo Cavalcanti Setembro vai ferver nos cinemas Eduardo Cavalcanti

Até o fim do ano, mais de 140 filmes aparecem no calendário dos cinemas nacionais. São romances, aventuras, dramas, comédias, documentários, produções nacionais, americanas, francesas e até o polêmico filme sérvio Terror sem Limites que prometem movimentar todas as salas de exibição do país. Na coluna de hoje trazemos alguns dos destaques da lista de estreias do próximo mês.

Setembro já começa com a continuação Deu a louca na chapeuzinho 2 (Hoodwinked 2, EUA, 2011), animação com exibição em 2D e 3D que deve chegar aos cinemas já na próxima sexta, dia 2. No Filme, Chapeuzinho Vermelho e o Lobo Mau são chamados para tentar desvendar o desaparecimento de João e Maria.

Mas setembro é um mês bem movimentado. Ainda no dia 2 chega as telonas a ficção científica Apolo 18 (Apollo 18, EUA, 2011), sobre a missão que, apesar de oficialmente cancelada pela Nasa, teria acontecido; a comédia francesa Copacabana (Copacabana, França, 2010), de Marc Fitoussi, que cona as aventuras e desventuras de uma mulher francesa apaixonada pelo bairro carioca, e também o filme nacional O Homem do Futuro (O Homem do Futuro, Brasil, 2011), comédia romântica com Wagner Moura e Aline Moraes, que conta a história de um cientista que volta ao passado e vê a oportunidade de reconquistar a mulher da sua vida.

No fim de semana seguinte, o destaque fica por conta de Cowboys & Aliens (Cowboys & Aliens, EUA, 2011), que tem direção de Jon Favreau e traz a queridinha Olivia Wilde, o 007 Daniel Craig e o veterano (e eterno Indiana Jones) Harrison Ford comandando o elenco. O filme se passa em 1873 quando criaturas vindas do céu começam a atacar uma cidade no estado americano do Arizona. Nos Estados Unidos o filme estreou em 29 de julho e já acumula mais de 80 milhões só na terra do Tio Sam.

No mesmo final de semana, a comédia da Universal Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, EUA, 2011), que conta a história de duas mulheres que brigam pelo controle da festa de casamento de seus amigos, deve atrair um grande público. Por onde já estreou o filme tem feito muito sucesso, como nos Estados Unidos, onde ele abriu em segundo lugar na bilheteria e já faturou mais de 167 milhões de dólares.

E ainda no mesmo final de semana também chega o segundo filme dirigido pelo ator Tom Hanks, que também o estrela ao lado de Julia Roberts. Larry Crowne – O amor está de volta (Larry Crowne, EUA, 2011), conta a história do amável Larry Crowne (Hanks) que depois de perder o emprego volta para a faculdade e se apaixona por sua professora casada.

No dia 16 é a vez dos filmes em 3D. Primeiro o documentário musical, que traz aos cinemas a série de sucesso na TV Americana (e mundial), Glee 3D (Glee Live 3D, EUA, 2011). Também é o momento do gato Manda-Chuva ter sua vida em Nova Iorque abalada por um vilão poderoso que usa recursos tecnológicos para dominar a cidade na aventura em animação Manda-Chuva – O Filme (Top Cat, México/Argentina, 2011). E é também o dia em que o herói Conan, o Bárbaro (Conan the Barbarian, EUA, 2011) promete brigar pelos espaço nas 411 únicas salas de exibição em 3D no país.

Em 23 de setembro entra na briga pela bilheteria Conspiração Xangai (Shanghai, EUA, 2010), drama com John Cusack, que investiga a morte de um amigo na China, durante a ocupação do exército Japonês; Sem Saída (Abduction, EUA, 2011), que tem Alfred Molina no elenco e traz uma jovem correndo atrás de sua história depois de encontrar uma foto de quando era bebê em um site de pessoas desaparecidas; e Premonição 5 (Final Destination 5, EUA, 2011), quinto filme da franquia de horror, que chega com cópias 3D.

No último final de semana do mês, a comédia romântica Amizade colorida [Friends With Benefits, EUA, 2011], chega com Justin Timberlake no elenco e narra a relação entre um casal de amigos que começa a se complicar quando começam a ficar românticos. Também fechando o mês, a ficção científica Contra o tempo [Source Code, EUA/França, 2011], de Duncan Jones, chega mostrando um soldado que acorda no corpo de um passageiro bem no momento em que ele testemunha um acidente de trem; e a comédia nacional Família vende tudo [Brasil, 2011], de Alain Fresnot, e com elenco de peso que inclui Luana Piovani, Lima Duarte, Caco Ciocler e Vera Holtz, conta a história de uma família em dificuldades financeiras que faz com que a filha engravide de cantor famoso.

Mas setembro também deve ser o mês do polêmico Terror sem limites [Srpski film, Sérvia, 2010], que foi censurado na Europa e é uma mistura de terror psicológico com filme pornô. O filme chocou plateias mundo afora ao mostrar fortes cenas de estupro, necrofilia e pedofilia, inclusive de um recém nascido. Apesar de previsto para este mês, o filme ainda não tem data confirmada.
E isso tudo foi apenas o mês de setembro. Outubro, Novembro e Dezembro guardam vários outros lançamentos que prometem fazer com que 2011 seja um ano ainda melhor para o cinema que 2010, quando o mercado nacional faturou mais de 1 bilhão e 260 milhões de reais.

Você já tem os seus preferidos? Deixe o seu comentário!


Invasão Verde

Eduardo Cavalcantiseg, 22/08/2011 - 08:56
Divulgação Lanterna Verde vai invadir os cinemas de todo o Brasil Divulgação

Os super-heróis continuam a invadir os cinemas, mas isso você já sabe. É só acompanhar a programação semanal das salas de exibição ou as campanhas massivas em todos os meios de comunicação. Mas depois de anos de continuações, em 2011"‘novos" heróis da nossa infância chegaram às telas em aventuras espetaculares, repletas de efeitos especiais. Não que os roteiros sejam ruins, pelo menos não todos, mas os efeitos são cada vez melhores pois colocar o super-homem para voar sem movimento ou vento, como Christopher Reeve no clássico de 1978 já não convence ninguém.

Não que os filmes de heróis queiram que os espectadores acreditem nos superpoderes, mas os filmes buscam nos efeitos especiais uma forma de fazer com que os fãs (e até os não-fãs) mergulhem no universo do personagem e uma vez imersos, se deixem levar pela história. É o caso do Homem de Ferro (1 e 2), e de todos os filmes da franquia X-Men, por exemplo, onde as ações mais impossíveis se tornam reais na medida em que os personagens fazem parecer natural uma armadura crescer e se ajustar ao corpo ou um conjunto de nuvens se aproximar e se transformar numa imensa tempestade.

E o super-herói da vez é o Lanterna Verde, que apesar de não ser um dos mais conhecidos é um dos personagens mais complexos do universo da DC Comincs, que teve sua primeira aparição nos anos 40 e foi reformulado nos anos 60. A aventura cinematográfica conta como o talentoso e audacioso piloto Hal Jordan, vivido por Ryan Reynolds, se tornou um dos Lanternas Verdes, tropa que jurou manter a ordem no universo policiando as galáxias. Essa pequena mas poderosa força intergaláctica existe há séculos e cada um dos seus integrantes possui um anel que garante os superpoderes ao permitir a canalização da força de vontade de todos os seres vivos do universo para permitir aos Lanternas a criação de elementos de luz sólida, cujo limite é a imaginação de seu usuário.

Com um elenco de qualidade, imagens fantásticas e design que não deve decepcionar os fãs mais exigentes, o filme tem sido massacrado pela crítica por causa da sua história frágil, principalmente do meio para o fim da aventura. Mas isso é principalmente para quem é fã do personagem e conhece detalhes de seu universo.

E isso não deve diminuir o sucesso do filme, que tem direção de Martin Campbell, o mesmo de 007 Cassino Royale, e que quase dois meses depois de invadir os cinemas americanos chega a 352 salas do Brasil em cópias 2D e 3D, já tendo faturado mais de 176 milhões de dólares por onde passou, promete conquistar novos fãs para o personagem.

Além do Lanterna Verde, 2011 também foi o ano da primeira aventura cinematográfica de Thor, que chegou em maio e faturou mais de 180 milhões de dólares só nos Estados Unidos e chegou perto dos 450 milhões no mundo todo, e de Capitão América, ainda em cartaz e que já faturou quase 300 milhões de dólares. Os dois são, respectivamente, o novo e décimo filme mais visto no ano no país.  E não podemos esquecer de X-Men – First Class, que em junho contou o início da história dos mutantes mais famosos do mundo e já faturou
mais de 350 milhões de dólares.

CURIOSIDADE: O lançamento do filme Lanterna Verde no Brasil trouxe uma ação inovadora, que colocou LEDs nas rodas de bicicletas que circularam pelo Rio de Janeiro e por São Paulo divulgando o filme. Os detalhes e bastidores da ação criada pela Mistika e pela Lorem.Mu você confere no vídeo abaixo.

E você, já viu o filme? O que achou? Deixe seu comentário!


Um Rio e vários formatos

Eduardo Cavalcantidom, 14/08/2011 - 15:15
Divulgacao

Que a tecnologia está cada vez mais acessível já não é novidade pra ninguém, assim como o fato do mercado de Home Vídeo sempre estar buscando novas formas de vencer a pirataria e ampliar as vendas.

Um interessante caso que merece destaque é o do filme Rio, dirigido por Carlos Saldanha e distribuído no Brasil pela Fox. Entre as varias opções disponíveis para compra, existe um 'pacotão' que inclui praticamente tudo: Blu-ray 3D e 2D, DVD tradicional, versão para computador e versão mobile. Tá bom, o formato deles não é tão universal já que a Fox optou por wmv (windows media video- formato proprietário da Microsoft) ao invés do MP4, mais comum e já presente em produtos de outras distribuidoras como a Europa e a Warner.

O que chamou a atenção foi o volume de conteúdo num só pacote.  Além dos 90 minutos de filme, há mais de 16 extras, entre making of, clipes musicais, cenas excluídas e jogos, tudo em múltiplas mídias.

O destaque fica por conta do 3D, não que seja novidade, afinal filmes infantis como os da Barbie já traziam óculos anáglifos (aqueles azuis e vermelhos) desde os anos oitenta e a tecnologia é muito anterior a isso. A diferença agora é que não é mais um recurso adaptado a qualquer televisão e com resultado capenga. Agora o sistema precisa de ferramentas específicas e traz, além de mais qualidade, muito mais conforto, apesar de trazer também um custo diferenciado, ainda muito elevado.

Dentro da 'febre' do 3D nos cinemas, o filme já se mostra como um produto maduro no uso da tecnologia e tem a assinatura do brasileiro Saldanha, que já havia provado sua capacidade na franquia "A era de gelo".

Ah, e depois de tudo isso é importante dizer: o filme é muito bom. Ele conta a história da ararinha azul Blu, que foi levada de seu hábitat ainda pequena e criada em cativeiro não aprendeu a voar. Ao deixar o conforto de sua gaiola e voltar pro brasil com objetivos de procriar e salvar a espécie, Blu faz novos amigos e vive grandes aventuras. No pano de fundo, um país cheio de desigualdades, mas sem estereótipos ou pré-conceitos, e repleto de belezas naturais.

Nos cinemas, o filme, que custou cerca de 90 milhões de dólares, já arrecadou mais de 135 milhões de dólares e se tornou a maior bilheteria do ano no país em apenas 10 dias, quando já havia arrecadado mais de 10 milhões de reais só em terras tupiniquins. O filme teve, desde a sua campanha de pré-lançamento (e continua tendo) grande estratégia de comunicação, com destaque para uma interessante ação dentro de um dos jogos mais comentados do momento, o Angry Birds, que lançou uma versão com os personagens do filme.

 

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Tudo Azul!

Eduardo Cavalcantisab, 06/08/2011 - 16:45

Depois de quase duas décadas sem muita visibilidade, em 25 de junho os homenzinhos azuis mais famosos do planeta apareceram em diversas cidades do mundo e começaram uma intensa campanha de divulgação da primeira aventura cinematográfica em 3D dos Smurfs. Na data, que se comemora o aniversário do cartunista Peyo, criador dos personagens, várias pessoas entraram no clima e também se pintaram de azul e pegaram seus bonezinhos brancos.

Para organizar o Dia dos Smurfs, a Columbia e a Sony Pictures, produtoras do filme, criaram um hotsite com contagem regressiva e movimentaram “smurfãs” do mundo inteiro através das redes sociais. O resultado? 4.891 pessoas se vestiram de smurf, segundo o Guiness Book, o que garantiu o recorde mundial. Na Espanha um vilarejo chegou a ser pintado de azul para participar da ação.

E pouco mais de um mês depois, os homenzinhos azuis (opa, tem a Smurfete também) chegaram ao cinema em cópias dubladas e legendadas e com versões em 2D e em 3D. E o filme não decepciona! É divertido e agrada não apenas aos mais velhos, que cresceram acompanhando as aventuras dos smurfs, sempre fugindo do malvado Gargamel, mas também aos mais jovens, que apenas agora começam a conhecer o Papai Smurf e sua turma.

Na trama, dirigida por Raja Gosnell, Gargamel (Hank Azaria) consegue encontrar a aldeia dos Smurfs e na fuga eles acabam entrando num portal que liga o seu mundo ao nosso e logo desembarcam no Central Park, no meio de Nova Iorque. Enquanto procuram uma forma de voltar para suas terras, os Smurfs interagem com seres humanos e vivem grandes aventuras fugindo do Gargamel e do seu gato Cruel.

E se você já tem mais de 30 e acha que precisa de uma desculpa para rever o Gênio, o Ranzinza, o Desastrado, a Smurfete, o Papai Smurf e toda a turma, pode alugar os sobrinhos e afilhados por que eles também vão achar “smurfensacional”! E se optar pela versão em 3D ainda vai se encantar com seus personagens saindo da tela em efeitos super “smurfpeciais”! O filme está em cartaz nas principais salas de cinema do país e promete atrair “smurfmultidões”.

 

 


Celular no cinema

Eduardo Cavalcantisab, 30/07/2011 - 14:27

Trabalhar com cinema é extremamente gratificante e é algo que faço com prazer desde o início dos anos noventa. Minha relação com  a tecnologia vem mais ou menos da mesma época e tem se aprofundado a cada dia. Sou jornalista diplomado, com experiência  em rádio, televisão e internet e que gosto muito do que faço. Atualmente dirijo programas de televisão e coordeno o curso de comunicação social da faculdade Maurício de Nassau, onde também sou professor.
 
A partir dessa semana estou me juntando ao time do Portal Leia Já onde passo a escrever essa coluna que mostrará novidades e curiosidades do mundo audiovisual, principalmente no que diz respeito ao uso da tecnologia.
 
Na coluna de estreia resolvi trazer um exemplo interessante da união ente o cinema e a tecnologia e que mostra como o crescimento da indústria do entretenimento está unindo as mais diferentes mídias com o objetivo de proporcionar emoções cada vez mais intensas e permitindo uma maior imersão.
 
No vídeo abaixo você pode conhecer o projeto “Last Call”, primeiro filme de terror interativo, uma experiência do canal de terror da NBC, o 13th Street, que permite que o espectador interaja, via celular, com a protagonista ajudando-a a tomar decisões.
 
O processo começa na fina para entrar na sala, quando os espectadores recebem um panfleto pedindo para que cadastrem o seu telefone celular. Durante o filme, a protagonista liga para um dos números cadastrados e através de um software de reconhecimento de voz o espectador deve ajudar a protagonista a escapar de um serial killer. Como são várias decisões que precisam ser tomadas, o filme poderá ter vários finais diferentes, dependendo da pessoa ao telefone.
 
Apesar da iniciativa ter sido posta em prática no ano passado na Alemanha, a divulgação ficou restrita principalmente à mídia especializada. A Criação foi da Jung von Matt, de Berlim, com produção da Film Deluxe. E o que você achou?
 

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