Adriano Oliveira

Adriano Oliveira

Conjuntura e Estratégias

Perfil:Doutor em Ciência Política. Professor da UFPE - Departamento de Ciência Política. Coordenador do Núcleo de Estudos de Estratégias e Política Eleitoral da UFPE.

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As manifestações e as eleições

Adriano Oliveiraqua, 12/02/2014 - 11:15

A interpretação equivocada dos fenômenos sociais conduz a compreensão errada da conjuntura. Quando atores políticos e estrategistas cometem erros interpretativos tendem a construir estratégias eleitorais ineficazes. As manifestações de junho de 2013 foram submetidas a diversas interpretações equivocadas. Em razão disto, o que fora previsto logo após as manifestações, não veio a se consolidar em dezembro de 2013.

Após as manifestações de junho, os interpretes apressados frisaram que a presidente Dilma Rousseff não recuperaria a sua popularidade. Primeiro equivoco. Ela recuperou parte da sua aprovação em dezembro de 2013. Os apressados também salientaram que as manifestações provocaram a queda da popularidade da presidente da República. Fato. Mas não frisaram, assim como bem demonstraram várias pesquisas, que gestores diversos tiveram queda da popularidade. Segundo equivoco. E o terceiro equivoco foi  não fazer a pergunta vital: Por que as classes C e D não participaram majoritariamente das manifestações?

As manifestações de junho de 2013 foram fenômenos fortemente segmentados – conforme sugerem as pesquisas. Neste caso, indivíduos pertencentes às classes A e B, na faixa etária de 18 a 35 e com nível superior, participaram majoritariamente das manifestações. Por outro lado, esses eventos foram fenômenos que conquistaram majoritário apoio da população brasileira.

O vetor causal desses eventos foi o aumento da passagem de ônibus ocorrido em São Paulo. Após várias manifestações, ocorreu o “efeito manada”, ou seja, outras pessoas de várias capitais organizaram manifestações, as quais tiveram pautas diversas, já que quando elas ocorreram, o aumento da tarifa de ônibus tinha sido revogado em várias cidades.  

As ações violentas praticadas por manifestantes em junho de 2013 foram reprovadas pela população. A opinião pública apoiou as manifestações, mas não chancelou atos de violência. No final de junho de 2013, pesquisa do Datafolha realizada na cidade de São Paulo revelou que 89% dos paulistanos eram favoráveis às manifestações. Em setembro, o porcentual foi de 74% e em outubro, 66% apoiavam esses protestos. O Datafolha revelou também que em outubro de 2013, 9 entre cada 10 paulistanos entrevistados eram contrários às manifestações violentas.

O Instituto de Pesquisa Mauricio de Nassau (IPMN) em pesquisa realizada em novembro de 2013 revelou que: 1) 43,3% dos recifenses concordam com as novas manifestações ocorridas no segundo semestre de 2013; 2) 82,7% dos recifenses não pretendem participar de manifestações em 2014; 3) e 92,2% reprovam atos de violência nesses protestos.

Os argumentos e dados apresentados sugerem que os candidatos a presidente da República devem ficar atentos às consequências eleitorais das possíveis manifestações que irão ocorrer em 2014. Tenho a hipótese de que elas irão acontecer, mas esvaziadas e com reduzido apoio popular, em razão dos atos de violência. E outra hipótese: a morte do cinegrafista Santiago Dantas aumentará a desaprovação da opinião pública para com elas. Portanto, interpretar adequadamente o que acontece na conjuntura e criar cenários são caminhos adequados para a construção de estratégias eleitorais eficazes.


Quem vencerá 2014?

Adriano Oliveiraqua, 29/01/2014 - 11:34

O ato de prever deve ser a tarefa de qualquer ator político ou estrategista. Previsões não representam vereditos, no caso profecias, mas possibilidades. Ou seja: diante de dados indicadores, o que poderá ocorrer? Diante desta indagação, cenários surgem. E são estes que devem guiar a formulação de estratégias. Não é possível construir estratégias eficientes desconsiderando as conjunturas.

Atores políticos costumam ter receio do futuro. Eles gostam do presente. Deste modo, as análises políticas avaliam apenas as condições presentes e dai constroem estratégias. Só que as estratégias criadas precisam considerar as condições presentes e futuras. Se apenas o presente é considerado na criação das estratégias, elas poderão vir a ser avaliadas como equivocadas no futuro.

Em 2011, afirmei que a expectativa de poder do PSB no estado de Pernambuco durará até 2022. Frisei também, em 2012, que após a eleição municipal do Recife, um novo pólo de poder surgiria em Pernambuco liderado pelo PTB e PT. A primeira previsão continua válida e condicionou a origem da segunda. Entretanto, diante de tantas especulações que tentam elucidar os desejos dos pernambucanos e guiar as estratégias dos competidores, algumas indagações são necessárias com o objetivo de prever o futuro.

Neste instante, não existem indícios de que Eduardo Campos não será candidato à presidência da República. Diante desta conjuntura, indago: 1) Qual será o desempenho do candidato do PSB ao governo de Pernambuco? 2) Tal desempenho depende, necessariamente, do desempenho de Eduardo Campos na disputa presidencial? Tais indagações partem de duas hipóteses: 1) Se Eduardo crescer eleitoralmente na corrida presidencial, o seu candidato ao governo de Pernambuco tende a vencer a disputa; 2) Se Eduardo não crescer eleitoralmente, ou seja, continuar na terceira posição, o seu candidato ao governo de Pernambuco tende a perder a eleição.

Ao considerar as duas hipóteses apresentadas, podemos construir dois cenários para o desempenho do senador Armando Monteiro (PTB) na disputa para o governo do Estado. Neste caso, se a primeira hipótese vier a ser verdadeira, Armando perderá a eleição. Então, a segunda hipótese representa o contexto mais adequado para o candidato do PTB vencer a eleição em Pernambuco.

Observem que os cenários propostos consideram a seguinte premissa: a disputa presidencial de 2014 terá influência no desempenho dos candidatos ao governo de Pernambuco. Neste sentido, observamos que Eduardo, Dilma e Lula são os protagonistas em Pernambuco. Então, se Eduardo, Lula e Dilma são os atores estratégicos, volta à tona minha conclusão que publicizei em 2013: a disputa em Pernambuco será entre Lula/Dilma versus o governador Eduardo Campos.

Mas não descarto outras possibilidades. É possível o candidato do PSB vencer o senador Armando Monteiro na disputa para o governo, independente do desempenho de Eduardo na disputa presidencial? É possível Armando Monteiro ser eleitor governador diante de um desempenho frágil de Dilma Rousseff no Brasil e em Pernambuco? A melhor estratégia para a oposição derrotar o PSB em Pernambuco é ofertar duas ou uma única candidatura? As indagações apresentadas requerem respostas adequadas, as quais virão de pesquisas e interpretações sábias.  


Candidato outsider

Adriano Oliveiraseg, 13/01/2014 - 10:49

Requer árduo esforço intelectual a escolha de um candidato para disputar a eleição majoritária. A inteligência do personagem que fará a escolha considera as objeções políticas advindas de outros atores para com um dado ator que é o preferido para ser o escolhido. Consideram-se também os desejos e o humor dos eleitores. A escolha de um candidato não é tarefa para principiantes.

Premissas baseadas na intuição ou na interpretação não adequada de pesquisas podem proporcionar escolhas equivocadas. A intuição e pesquisas de opinião pública têm costumeiramente sugerido que candidatos com perfil técnico e neófito na atividade política são os preferíveis do eleitor. Tal raciocínio é verdadeiro?

Howard Becker, em sua clássica obra Outsiders, revela que existem indivíduos que fogem do padrão característico de um grupo. Por exemplo: todos no grupo jogam futebol nos finais de semana. Com exceção de X, que joga xadrez. Por assim ser, X é considerado um outsider. Portanto, o ator neófito na política é aquele que nunca disputou uma eleição, ao contrário dos outros membros do grupo. Acrescento outra característica ao neófito na política: a jovialidade.    

Desde 2008 realizo e interpreto pesquisas eleitorais. Neste decorrer, constatei, em várias eleições, que competidores outsiders e com perfil técnico são os preferíveis do eleitor. Porém, as pesquisas também revelam que candidatos experientes e com propostas factíveis têm também a preferência da população. Além disto, o candidato jovem não é necessariamente visto com bons olhos por parte dos eleitores.

Um competidor pode ser outsider na disputa da eleição, ser experiente no exercício das atividades no âmbito da gestão pública e oferecer boas propostas ao eleitorado. Outro candidato já disputou várias eleições, tem experiência na gestão pública e não tem jovialidade (maduro). Ambos os candidatos têm chances eleitorais.  

O que condiciona (conduz) os desejos do eleitor é a conjuntura. Pesquisas quantitativas e qualitativas buscam identificar os desejos do eleitor e as suas visões de mundo que estão no contexto atual. A interpretação dos dados das pesquisas é ato subsequente. Neste sentido, o eleitor pode desejar que o candidato a governador seja um outsider, tenha experiência na gestão pública e seja jovem. Ou o eleitor, diante de dada conjuntura, deseja um candidato com experiência na área pública, maduro e com boas propostas. Para este eleitor, não importa se ele já disputou ou não as eleições. Portanto, a compreensão adequada do contexto é que tornará inteligível qual tipo de candidato a maioria do eleitorado deseja.

Existe uma variável de fundamental importância na conjuntura que incentiva as escolhas dos eleitores. Tal variável é expressa através da seguinte indagação: quem apoia este candidato? O eleitor não faz, obrigatoriamente, esta pergunta. No entanto, quando o candidato apresenta ao eleitorado quem o apoia, ele oferta atalhos/referências para que as decisões dos eleitores sejam orientadas.

Se o competidor X é apoiado pelo governador Y, o qual finda o mandato bem avaliado, X tende a conquistar eleitores. Outra possibilidade: se Z é apoiado pelo presidente da República A e pelo ex-presidente B, ele tende também a conquistar votos. Portanto, eleitores tomam decisões com base em referências. Então, a escolha de um candidato outsider não é garantia de sucesso eleitoral. Apenas, a depender do contexto, a escolha adequada de uma estratégia inicial.


Lógicas e mudanças

Adriano Oliveiraseg, 16/12/2013 - 13:22

O encontro de lógicas torna inteligível a Análise de Conjuntura. As lógicas observáveis orientam a construção de estratégias eleitorais eficazes. Não é recomendável desprezar lógicas presentes nas eleições, pois elas são variáveis preditoras.  As lógicas perceptíveis também amenizam a incerteza, a qual é característica de qualquer processo eleitoral, pois acasos (Cisnes Negros) também são passiveis de acontecer, e podem vir a fazer parte da lógica da eleição, ou seja, em períodos eleitorais, eventos não previsíveis surgem.

Recente pesquisa do Datafolha (29/11/2013) revela que 66% dos eleitores brasileiros desejam que as ações do próximo presidente sejam diferentes das atuais. Tal dado, nos sugere que candidatos da oposição tendem a vencer a eleição presidencial de 2014. Postulantes da oposição têm chances de vencer o pleito presidencial de 2014. Porém, os competidores oposicionistas não devem simplificar a interpretação do desejo de mudança.

Se 66% dos eleitores desejam mudança, por que a intenção de voto da presidente Dilma e a aprovação do seu governo cresceram após as manifestações de junho de 2013? Observem, que após as manifestações, a avaliação da presidente Dilma e a sua intenção de votos declinaram e voltaram a crescer. Diante deste fato, temos que considerar a hipótese de que não foram as manifestações que possibilitaram o desejo de mudança. Especulo que tal desejo já existia. Mas, diante disto, o que é mudança para o eleitor?

Mudar representa o desejo de uma nova realidade. Uma nova ação e postura do ator político. Portanto, mudança representa metamorfose. Deste modo, eleitores desejam que as ações realizadas hoje por dado governante sejam modificadas em razão de que existem demandas na sociedade, como no caso da saúde pública, que requerem soluções.

A metamorfose pode ocorrer para o eleitor em duas possibilidades. No primeiro âmbito, o eleitor deseja mudança, mas não necessariamente a troca do gestor. Ele deseja que o gestor mude as suas ações e conduta. Na possibilidade seguinte, o eleitor deseja mudança do gestor. Isto é: outro gestor venha a substituir o governante de então.

As duas possibilidades estarão presentes na eleição presidencial de 2014. Ambas as possibilidade são lógicas, portanto, coerentes.  A presidente Dilma se recupera eleitoralmente e 25% dos eleitores declaram que não votam de modo algum nela (Datafolha). Saliento, ainda, que a reprovação (ruim/péssimo) do governo Dilma é de 20% (IBOPE, 13/12/2013).

Destaco que em 09/09/2002, 76% dos eleitores desejavam mudança. Neste ano, Luis Inácio Lula da Silva venceu a eleição contra José Serra. Em 2002, o governo de FHC tinha avaliação positiva (ótimo/bom) de 23% (Datafolha, 27/09/2013) e não podia ser reeleito. Lula, em 2010, apoiou Dilma Rousseff. Neste ano, o governo Lula era aprovado por 78% (22/09/2010). E Lula também não poderia ser reeleito.

FHC e Lula diferem quanto à aprovação no último ano do mandato. Neste sentido, podemos ter a hipótese de que as respectivas aprovações contribuíram para a continuidade (PT) e a descontinuidade do poder (PSDB). Por outro lado, FHC e Lula, ao serem candidatos à reeleição, tinham aprovação de 43% (Datafolha, 02/09/1998) e 47% (Datafolha, 27/09/2006), respectivamente. 

Constato, portanto, lógicas nas recentes eleições presidenciais brasileiras. Os dados sugerem que quando o presidente pode ser reeleito, o eleitor, a partir de dado porcentual de aprovação, tende a continuidade. Quando ele não pode ser reeleito, o eleitor tende a mudança, em particular, quando a aprovação do presidente é reduzida. Tais lógicas devem ser encaradas como hipóteses, mas também como alertas aos competidores opositores à presidente Dilma na disputa vindoura.     

 Feliz 2014.    


Os bestializados e as ameaças

Adriano Oliveirater, 03/12/2013 - 14:11

Recomendo aos atores políticos, analistas e estrategistas que rememorem as suas respectivas previsões eleitorais feitas durante este ano. Relembro algumas delas, as quais estão fortemente arraigadas na minha memória, já que elas foram repetidas por várias vezes: 1) Dilma será eleita no primeiro turno com facilidade; 2) Dilma não vencerá a eleição de 2014. Este prognóstico foi feito após as manifestações de junho de 2013; 3) A aliança Eduardo e Marina fará com que Eduardo cresça eleitoralmente.

Todas as previsões apresentadas foram construídas com base nos dados advindos de pesquisas e no calor das emoções. A emoção, como bem alerta o neurocientista Antonio Damásio, incentiva à ação. Talvez sem ela haja a possibilidade de não alcançarmos o que desejamos. Por outro lado, estes mesmos sentimentos podem nos conduzir para ações equivocadas. E previsões equivocadas nascem de interpretações apaixonadas das pesquisas eleitorais e das conjunturas presentes e vindouras.

O crescimento econômico nos dois anos iniciais do governo Dilma foi baixo. Mas, neste período, ela liderou as pesquisas de intenções de voto e conquistou alto porcentual de aprovação. O bom desempenho de Dilma entre os eleitores em períodos de baixo crescimento econômico emitia sinais de que o bem-estar econômico não explica de modo satisfatório as escolhas dos eleitores. Sentimentos importam para eles. Portanto, as pesquisas mostravam, inclusive as qualitativas, que eleitores admiravam Dilma e tinha expectativas positivas quanto ao seu desempenho.

Após as manifestações de junho de 2013, o desempenho eleitoral de Dilma sofreu hecatombe. Várias teorias, sem respaldo empírico, surgiram para explicar as causas das manifestações. Os fenômenos ocorridos em junho de 2013 foram ocasionados em razão do aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. No dia 20/06/2013 várias manifestações aconteceram em diversas cidades, onde os manifestantes foram às ruas reclamar, majoritariamente, do aumento da tarifa do transporte público e da corrupção pública.

Antes do dia 20/06, vários gestores do Brasil anunciaram a redução da tarifa do transporte público. Portanto, a causa das manifestações não mais existia. Então, elas só ocorreram em outras cidades, em razão da intensidade das manifestações acontecidas em São Paulo. Ou seja: estávamos diante do fenômeno imitação social. Friso, ainda, que o perfil dos manifestantes paulistas, recifenses e brasileiros, como atestam várias pesquisas é: 1) Renda acima de 5 salários mínimos; 2) Educação superior completa e incompleta.

Dilma pautou as suas estratégias eleitorais nos eleitores das classes C e D, os quais não são manifestantes. Ela também reposicionou a discussão eleitoral: o desempenho da economia se restringe a taxa de desemprego e ações sociais foram anunciadas e fortalecidas, como o Programa Mais Médicos e Minha Casa Minha Vida.

Portanto, não existe nenhuma surpresa quanto ao resultado da última pesquisa do Datafolha (30/11/2013) que mostra Dilma liderando, com conforto, a disputa presidencial. E pode continuar a liderar, caso os estrategistas da oposição não descubram que o povo aprovou, bestializados (Expressão copiada de José Murilo de Carvalho), as manifestações de junho, mas estão satisfeitos, em parte, com Dilma.  E quem decide as eleições são os bestializados. Então, estratégias precisam ser criadas para conquistá-los.   

Neste instante, continuo a afirmar que Dilma tem frágil favoritismo para vencer no primeiro turno. Porém, observo as seguintes ameaças para Dilma: 1) Candidatura de Marina Silva; 2) Sucesso eleitoral de Aécio Neves em São Paulo e Minas Gerais; 3) Candidaturas de Randolfe Rodrigues (PSOL), Joaquim Barbosa e do PSC.  Tais eventos, neste instante, caso ocorram, poderão condicionar o segundo turno.   


O que é Nova Política?

Adriano Oliveiraseg, 18/11/2013 - 15:41

O termo Nova Política passou a fazer parte da retórica de uma parcela da classe política brasileira após as manifestações ocorridas em junho de 2013. Tal expressão também está presente nos discursos dos presidenciáveis. Mas o que significa Nova Política? Constato duas definições, em âmbitos diferentes, para a expressão Nova Política.

O referencial para a construção da definição da Nova Política são os discursos da presidenciável Marina Silva. No âmbito político, Nova Política representa a formação de alianças partidárias programáticas e não pragmáticas. As alianças devem desprezar o político “velho”, ou seja, aqueles que pautam a sua conduta pelo fisiologismo. E caso a vitória eleitoral ocorra, o incentivo motivacional para os parlamentares fazerem parte da coalizão governamental é o projeto de governo a ser implantado.

No âmbito eleitoral, esta Política significa que o candidato identificou os desejos da população provenientes das manifestações de junho de 2013. Em razão disto, os significados desta Nova Política, no âmbito político já apresentado, são incorporados ao discurso dos candidatos, além da defesa da qualificação e ampliação dos serviços públicos e do combate intransigente à corrupção.

A Nova Política tende a conquistar eleitores? A análise atenta das pesquisas de opinião realizadas pelo instituto Datafolha durante e após as manifestações em São Paulo revelam que elas ocorreram em virtude do aumento da tarifa do transporte público – Vetor causal. As manifestações de São Paulo irradiaram eventos semelhantes em várias cidades do Brasil.Os temas trazidos pelos manifestantes foram variados, embora, o tema principal, o qual deu origem às manifestações, foi o aumento da tarifa de ônibus (Pesquisa nacional, IBOPE, 20/06/2013). As manifestações conquistaram o apoio de 75% da população brasileira. Mas apenas 6% declararam ter participado delas (Pesquisa nacional, IBOPE, 20/06 /2013).

Em 2009, 35% dos eleitores brasileiros confiavam no Congresso Nacional. Em 2013, após as manifestações, o porcentual foi de 29%. Em 2013, após as manifestações, 25% dos eleitores confiavam nos partidos políticos. No ano de 2009, o porcentual era de 31%. 52% dos eleitores confiavam no Poder Judiciário em 2009. Após as manifestações, o porcentual de confiança foi reduzido para 46% (IBOPE, 15/06/2013). Congresso Nacional e agremiações partidárias nunca conquistaram a confiança, de acordo com a pesquisa do IBOPE, de mais de 36% dos eleitores no período de 2009 a 2013. A pesquisa citada mostra que as manifestações possibilitaram a redução da confiança dos eleitores para com diversas instituições brasileiras. Mas os dados da pesquisa também revelam oscilações na confiança dos ele itores para com as instituições no período de 2009 a 2013. 

Os diversos dados apresentados sugerem as seguintes conclusões: 1) Caso não tivesse ocorrido o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo, as manifestações em várias cidades do Brasil não ocorreriam; 2) Os temas reclamados pelos manifestantes – tarifas de transporte público reduzidas, combate a corrupção, mais investimentos em saúde e educação e qualificação do serviço público – não são novos, eles fazem parte da agenda das diversas eleições brasileiras; 3) Partidos políticos e Congresso Nacional há muito tempo possuem déficit de confiança da população. Portanto, a agenda eleitoral que a Nova Política sugere não é nova, mas tradicional, a qual procura atender a uma demanda histórica da maioria dos el eitores.

Joaquim Barbosa e Marina Silva são protagonistas que podem inserir em suas respectivas retóricas os atributos da Nova Política. Pois eles não foram chefes do Poder Executivo e pautam as suas respectivas condutas na crítica as práticas tradicionais da política brasileira e desempenho das instituições. A Nova Política não é estratégia suficiente para garantir o sucesso eleitoral dos presidenciáveis, pois ela já existe há um bom tempo, e mesmo assim, nenhuma surpresa aconteceu nas eleições presidenciais desde 1994. A surpresa virá?


Os eleitores das Regiões Metropolitanas

Adriano Oliveiraqui, 07/11/2013 - 12:13

As pesquisas eleitorais não devem ser avaliadas globalmente. Cada variável trazida pela pesquisa deve ser segmentada, pois desta forma é possível encontrar nichos eleitorais que ofertam informações valiosas para a análise política e para a criação de estratégias. Diante da quantidade de dados que estão sendo disponibilizados pelos institutos de pesquisas, um indicador me chamou a atenção, qual seja: a avaliação da presidenta Dilma Rousseff nas Regiões Metropolitanas e no Interior.

O indicador Avaliação da administração é utilizado pelos estrategistas e acadêmicos como preditor dos resultados eleitorais. Neste caso, se os presidentes estão bem avaliados, eles tendem a ser eleitos. Entretanto, inúmeras eleições, as quais ocorrem nos âmbitos municipal, estadual e federal, revelam, empiricamente, que campanhas importam para a reconstrução de gestões mal avaliadas. Ou para a desconstrução de gestões bem avaliadas. Portanto, a variável Avaliação da Administração é um indicador importante quando consideramos a possibilidade de recuperação ou desconstrução da gestão dos incumbentes através das campanhas eleitorais e das circunstâncias.

Constato, ao analisar o porcentual de eleitores que aprovam (ótimo/bom) a gestão da presidente Dilma Rousseff, diferenças importantes quando segmento os resultados. Conforme revelam os dados das variadas pesquisas do Datafolha (Cf. gráfico ao final do texto), a aprovação da presidenta Dilma Rousseff é superior no espaço geográfico denominado de Interior. E é menor noutro espaço geográfico: a Região Metropolitana. Diante desta constatação, surge-me uma indagação: quais as razões das diferenças de porcentuais?

A resposta para tal pergunta é simples diante de diversas hipóteses, as quais precisam, obviamente, de comprovação. Elenco quatro hipóteses: 1) Quanto menor o municipio, melhor a satisfação do eleitor com a oferta de serviços públicos, como saúde e educação; 2) Programas sociais como o Bolsa Família possibilitam maior porcentual de eleitores satisfeitos com o bem-estar econômico em cidades do interior; 3) A inquietude dos eleitores para com a ausência de mobilidade é mais forte nas cidades que integram as Regiões Metropolitanas; 4) 77% dos domicílios das áreas de moradia informal, precária e pobre estavam, em 2010, nas Regiões Metropolitanas (IBGE). Portanto, a qualidade de vida nas Regiões Metropolitanas é menor do que nas cidades do Interior. Sendo assim, nestes espaços, observam-se eleitores mais insatisfeitos e inquietos com os gestores públicos.

As hipóteses apresentadas sugerem que nas Regiões Metropolitanas parte dos eleitores estão apreensivos com os governos, em particular, com a gestão de Dilma Rousseff.  Sendo assim, o desafio da presidenta é aumentar a aprovação da sua gestão entre os eleitores destas regiões. Mas de que modo fazer isto, diante de desafios que para serem superados, necessitam dos apoios de prefeitos e governadores, como, por exemplo, a mobilidade urbana? A possibilidade de reduzido crescimento econômico em 2014 inibirá a criação de euforias eleitorais prol Dilma Rousseff nas Regiões Metropolitanas?

As duas indagações apresentadas, além dos dados contidos no gráfico a seguir, representam problemas eleitorais para Dilma e sugerem que ela precisa ter ótimo desempenho eleitoral nas cidades do interior, em particular do Nordeste, para vencer a eleição. Os dados e os questionamentos também revelam oportunidades eleitorais para os presidenciáveis da oposição.          

Gráfico – Avaliação da presidenta Dilma Rousseff



A disputa será entre Lula e Eduardo?

Adriano Oliveiraseg, 28/10/2013 - 00:30

É verdadeira a afirmação de que pesquisa eleitoral revela as escolhas dos eleitores num dado momento diante de certa conjuntura. É verdadeira também a assertiva de que pesquisas inteligentes possibilitam a compreensão da conjuntura atual e permitem que prognósticos ocorram. O ato de prognosticar não representa adivinhação, mas raciocínio lógico que é construído com base nos dados advindos das pesquisas eleitorais. São os dados que conduzem o estrategista a vislumbrar lógicas futuras com base nas lógicas do presente.

A pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto de Pesquisa Eleitoral Maurício de Nassau em Pernambuco nos dias 21 e 22 de outubro de 2013 sugere lógicas para a eleição de 2014. A lógica principal é:caso Eduardo Campos não esteja aliado à Dilma na eleição presidencial de 2014, o PT não apoiará o seu candidato a governador. Diante disto, ocorrerá uma disputa entre dois candidatos virtuais, quais sejam: Eduardo versus o ex-presidente Lula.

Afirmo isto em razão de:

1. A variável intenção de voto avaliada em variados cenários sugere estado de incerteza na eleição de 2014, o qual perdurará até Eduardo Campos e Luis Inácio Lula da Silva decidirem quem serão os seus respectivos candidatos ao governo do Estado;

2. Apesar do senador Armando Monteiro liderar em todos os cenários, o porcentual de eleitores sem candidatos é alto. Chegando a alcançar 62% quando dois candidatos estão em disputa. Diante disto, existe margem de crescimento para qualquer competidor;

3. Destaco o fato de que o deputado estadual Daniel Coelho lidera a intenção de voto para o Governo do Estado na capital e obtém porcentual relevante na Região Metropolitana do Recife. Em razão disto e do excelente desempenho que o parlamentar teve na eleição de 2012 para prefeito do Recife, observo que a sua candidatura poderá propiciar o fim da eleição para governador de Pernambuco no segundo turno;

4. Caso Daniel Coelho não seja candidato, a estratégia adequada da oposição para superar o candidato do governador Eduardo Campos por parte do PT e do PTB, é o lançamento de duas candidaturas. Neste caso, o seguinte cenário seria transformado em realidade: Armando Monteiro versus João Paulo versus candidato do governo do Estado. Em razão do histórico eleitoral do candidato João Paulo na capital pernambucana, o considero competitivo caso este venha a obter forte apoio de Lula e Dilma.

5. O candidato do governador Eduardo Campos tem condições de se tornar competitivo, pois 45% dos eleitores afirmam que pretendem votar num candidato apoiado por ele. Por outro lado, 42% pretendem escolher um competidor apoiado por Lula e Dilma. Neste sentido, o resultado da eleição de 2014 será uma disputa informal entre Lula e Eduardo. Caso Lula, obviamente, decida se dedicar a campanha de Pernambuco;

6. Se Eduardo Campos for candidato a presidente, ele atrairá a reação de Dilma e Lula em relação ao seu candidato ao Governo de Pernambuco. Portanto, o projeto presidencial de Eduardo ameaça a vitória do seu candidato ao governo do Estado de Pernambuco.      


Eleitores indefinidos

Adriano Oliveirater, 15/10/2013 - 11:56

A literatura dos estudos eleitorais considera a avaliação da administração dos presidentes como importante preditor dos resultados eleitorais. A tese recorrente é de que gestores bem avaliados têm mais chances de vencer a eleição. Os institutos de pesquisas consideram cinco indicadores para avaliar a gestão dos presidentes – ótimo, bom, regular, ruim e péssimo. Com base nestes indicadores e nas pesquisas divulgadas pelo instituto Datafolha, avalio que a eleição presidencial de 2014, neste instante, sofre de forte grau de incerteza quanto ao resultado eleitoral, embora, Dilma mantenha o seu frágil favoritismo de vencer a eleição no primeiro turno. A seguir, apresento as razões:

1. Em 16/03/2011, 47% dos eleitores classificavam o governo Dilma Rousseff como ótimo/bom. A avaliação da presidente foi crescente até 07/06/2013. Nesta data, a avaliação positiva (ótimo/bom) da presidente foi de 57%. Em28/06/2013, nova pesquisa revelou que 30% dos eleitores aprovavam (ótimo/bom) o governo de Dilma Rousseff. A queda abrupta na avaliação da presidenta deveu-se, em parte, às manifestações ocorridas em várias cidades do Brasil no mês de junho. Após a queda, as pesquisas mostraram lenta recuperação da aprovação da presidenta. Pesquisa realizada em 09/08/2013 mostrou que 36% dos eleitores aprovavam o governo Dilma. E em 11/10/2013, 38%. No período de 2 anos e 9 meses de governo, a presidente Dilma teve o seu ponto alto de aprovação em21/03/2013 – 65% de aprovação. E obteve porcentual menor em 28/06/2013 – 30%. A pergunta neste instante é:na trajetória eleitoral que resta ao seu governo, Dilma recuperará o alto índice de popularidade já conquistado?

2. Quando a aprovação de Dilma Rousseff decresceu para 30% (28/06/2013), a sua reprovação era de 25% (ruim/péssimo). Tal reprovação está sendo reduzida lentamente. Ou seja: Em 09/08/2013, a reprovação de Dilma foi de 22%. E em 11/10/2013, 19%. Portanto, quando avalio os indicadores aprovação e reprovação, observo lenta recuperação da avaliação de Dilma Rousseff. Tal recuperação continuará?

3. Regular é uma variável importante apresentada em todas as pesquisas eleitorais. Esta variável, considerando uma linha imaginária, fica no centro de dois pólos distintos, quais sejam: aprovação(ótimo/bom) e reprovação (ruim/péssimo). Sendo assim, tenho a hipótese de que os eleitores que classificam a gestão de alguém como regular estão ind efinidos quanto à avaliação do governo. Neste sentido, eles poderão rumar, a qualquer instante, para um dos polos existentes: aprovação ou reprovação. Outra hipótese que proponho é: a aprovação sugere que os eleitores não estão dispostos a mudarem o governo. E os que o reprovam estão dispostos a mudarem.

4. Diante do exposto, observo que em 16/03/2011, 7% dos eleitores estavam dispostos a mudar o governante. Em 28/06/2013, eram 25%. Nesta data, 30% queriam a continuidade da presidenta Dilma à frente da gestão do país. As pesquisas seguintes do Datafolha mostram que o desejo de mudança, perde, lentamente, força, pois em 09/08/2013, 22% reprovavam o governo e em 11/10/2013, a reprovação era de 19%.

5. O número de eleitores indefinidos, no caso, os que classificam a gestão da presidenta Dilma como regular, sempre esteve, no período de 2 anos e 9 meses, igual ou acima de 27% no universo dos eleitores pesquisados. Em 21/03/2013, 65% dos eleitores desejavam a continuidade da presidenta Dilma à frente do governo. 7% desejavam mudança e 27% estavam indefinidos. Em 28/06/2013, pesquisa realizada após as manifestações de junho de 2013, mostra que o desejo de continuidade era de 30%. O de mudança de 25% e o porcentual de eleitores indefinidos foi de 43%. Duas pesquisas realizadas recentemente mostram que o porcentual de eleitores indefinidos continua estável em 42%.  

6. Pesquisa do Datafolha realizada em 11/10/2013 revela que os eleitores indefinidos obtêm o seu maior porcentual entre os jovens (16-24 anos), 50%.  No universo dos que ganham de 2 a 10 salários mínimos, 44%. E estão mais concentrados nas regiões metropolitanas, 44%; e na região Norte/Centro-oeste, 44%.

7. Portanto, avalio, conforme costumeiramente afirmo, que a eleição de 2014 continua em estado de incerteza, já que o porcentual de eleitores indefinidos continua estável, mesmo diante da lenta recuperação da popularidade da presidenta e de eventos políticos marcantes, como a aliança Eduardo/Marina. Ressalto, que os eleitores indefinidos poderão se movim entar para qualquer um dos lados da linha imaginária. A movimentação depende, obviamente, dos eventos que estão para ocorrer, e em particular das campanhas eleitorais. Neste instante, não constato forte desejo de mudança por parte do eleitor. Mas apenas indícios, os quais também refletem desejo de continuidade.         


A aliança Eduardo e Marina

Adriano Oliveiraseg, 07/10/2013 - 09:55

Eventos políticos são distintos de eventos eleitorais. Os primeiros podem conduzir aos segundos. Mas não necessariamente isto ocorre. Os eventos políticos são aqueles que ocasionam impacto entre os atores políticos, por exemplo, entre os candidatos que disputarão dada eleição. Os eventos eleitorais são advindos dos eventos políticos e provocam os eleitores. No caso, eleitores mostram empatia ou antipatia por dados competidores.

A aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva representa, até o momento, um evento político. Não posso afirmar categoricamente que este evento proporcionará conquista de eleitores por parte de Eduardo Campos. Ou se o capital eleitoral de Marina Silva será enfraquecido em virtude da aliança com o PSB. Estou ainda no momento de criar hipóteses, as quais precisam ser testadas em pesquisas constantes na trajetória eleitoral, a qual terá a sua etapa inicial findada em junho de 2014.

É possível que o suspense quanto ao desempenho eleitoral de Eduardo Campos perdure até meados de 2014. A não ser, que Marina declare que não será candidata a presidente da República e que integrará a chapa de Eduardo Campos. Caso tal ação não seja realizada, dois cenários serão considerados pelos institutos de pesquisas: Cenário 1: Eduardo X Dilma X Aécio; Cenário 2: Marina X Dilma X Aécio. Os testes eleitorais considerando estes dois cenários poderão trazer problemas para o PSB, pois, intenções de voto orientam as decisões dos atores políticos.

Se Marina mantiver até abril de 2014 o seu bom porcentual de votos detectados antes da aliança com Campos, quem será o candidato do PSB? Esta pergunta é fundamental. Por outro lado, a aliança entre Campos e Marina pode contagiar eleitores e possibilitar o crescimento eleitoral célere do governador de Pernambuco até abril de 2014. Com isto, Eduardo exercerá força centrípeta entre os partidos, por ora, aliados de Dilma e Aécio.

Mas a força centrípeta não pode ser forte a tal ponto de esvaziar substancialmente o capital eleitoral de Aécio Neves. Se Aécio não tiver considerável tempo de TV, pois partidos poderão migrar para a candidatura de Eduardo, a possibilidade de sucesso eleitoral de Dilma no primeiro turno se fortalece. Portanto, Eduardo tem como o seu adversário imediato o PSDB, mas este não pode ser amplamente enfraquecido.

Confesso que ainda reflito sobre a seguinte possibilidade: Se Marina tivesse ido para qualquer outro partido menos o PSB, ela teria condições de ser candidata a presidente ou a vice-presidente. No PSB ela tem também estas possibilidades. Mas caso ela tivesse optado por outro partido, ela poderia ser vice-presidente de Eduardo e ainda levar para ele tempo de TV. Com a filiação dela ao PSB, os partidos que não desejam Dilma, poderão optar por Aécio ou Eduardo. Mas se a possível chapa Eduardo e Marina não conquistar eleitores até meados de 2014?Tais partidos poderão rumar para Aécio, e, talvez, para Dilma. Além disto, Marina em outro partido garantiria a possibilidade de que a disputa presidencial ocorresse com três candidatos oposicionistas com potencial de crescimento eleitoral.

A aliança Eduardo e Marina assusta eleitoralmente, por enquanto, mais Aécio. As pesquisas realizadas após as manifestações mostram que quando Dilma decresceu eleitoralmente, Marina cresceu. E quando Marina decresceu, Dilma cresceu. Portanto, parte dos eleitores de Marina rumará para Dilma em razão da aliança com Eduardo?Neste ponto, observo que Eduardo e Marina precisam construir discurso alternativo à Dilma nos âmbitos objetivos e subjetivos. Com isto, será possível conquistar eleitores e enfraquecer a candidatura Dilma?

Construir conclusões eleitorais em razão da aliança Eduardo e Marina neste instante é ato prematuro. Opto por sugerir possibilidades eleitorais. Deste modo, considero que a chapa Eduardo e Marina tem condições de conquistar eleitores, mas isto não significa que eles irão para o segundo turno ou que a eleição não findará no primeiro turno. Tenho, entretanto, uma conclusão política: a aliança Eduardo e Marina possibilita que as escolhas do governador de Pernambuco, qualquer que sejam elas, terão forte impacto na eleição de 2014.